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A exposição “Cinzas da Floresta”, apoiada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), instalada na Casa COP do Povo durante a COP30, em Belém, reuniu cerca de 300 obras de ativistas do Brasil e de mais de 20 países, todas produzidas com carvão e cinzas de incêndios florestais. Idealizado pelo ativista Mundano, o projeto nasceu após percorrer mais de 10 mil quilômetros pela Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, coletando mais de 200 kg de cinzas em áreas recentemente queimadas. Esse material se tornou a matéria-prima das tintas usadas nas obras, que denunciam as queimadas criminosas que devastam nossos biomas.
Parte dos cartazes produzidos em oficinas ligadas à exposição também foram levados para a Marcha pelo Clima, reforçando a dimensão artística e política da iniciativa. Toda a renda obtida com a venda das obras é destinada à Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, que atua na linha de frente no combate aos incêndios florestais.
Entre as muitas camadas que compõem a mostra, uma delas nasceu do diálogo com a SVB, que convidou artistas como Flavia Braun, Paula Villas, Ivan Di Simoni e Nazario para criar obras que inspiram reflexões sobre nosso vínculo com os animais e a urgência de repensar como habitamos e exploramos a vida que nos cerca.
Por meio dessa parceria, a SVB ampliou o debate ao mostrar que a defesa das florestas está diretamente ligada aos sistemas alimentares e às escolhas que fazemos, capazes tanto de transformar positivamente quanto de ameaçar animais, territórios e biomas inteiros.
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