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A nutricionista vegetariana Alessandra Luglio já demonstrava sua revolta com a crueldade animal desde os três anos de idade. Passou a vida oscilando entre períodos vegetarianos ativistas e outros comendo carnes brancas.

Quando completou 40 anos, repensou seus hábitos e resolveu se assumir vegetariana.

Veja a entrevista exclusiva para a SVB:

1 – Há quanto tempo você é vegetariana? Como foi o período de transição?

Bom, minha história com o vegetarianismo vem de longa data. Diz minha mãe que, aos 3 anos de idade, no almoço de batizado do meu irmão, ao me deparar com um leitão assado sobre a mesa, eu me pus a chorar e revoltada com morte do porquinho eu questionava aos berros quem o havia matado. A compaixão animal sempre foi muito forte pra mim. Oscilei em períodos vegetarianos ativistas e outros comendo carnes brancas. Muitas vezes não pensava sobre isso para não sofrer, minha relação com causas ambientalistas também sempre foram muito fortes. No ano em que completei 40 anos de idade, há mais de dois anos atrás, foi um momento de muita reflexão. Foi o momento de repensar hábitos e me libertar de certas coisas, que verdadeiramente não faziam sentido para mim e, em contrapartida, assumir minhas verdades e, claro, o meu EU. Entre algumas boas mudanças, como por exemplo, me libertar do esmalte de unhas (nunca gostei de pintar as unhas, mas considerava necessário), a mais profunda foi me assumir vegetariana. Não houve período de transição. A minha convicção e certeza soaram como uma libertação, a sensação de paz, amor e clareza me conduziram ao longo dos dias como se eu nunca tivesse me alimentado diferente.

 

 

2 – Qual a principal causa que lhe fez tornar-se vegetariana? A causa ambiental, animal ou alimentar?

Sinceramente, a principal sempre foi a causa animal, o amor incondicional por eles. Mas nos últimos anos, estudando sobre impactos ambientais dos nossos hábitos alimentares, entendi a gravidade da situação e tenho trabalhado muito nisso. Sendo nutricionista, vejo muitos benefícios na dieta vegetariana, porém, pensando de modo menos “egoísta”, o vegetariano cuida da nossa saúde, da vida dos animais e do equilíbrio do planeta, ou seja, as três causas são muito nobres.

 

 

3 – Qual a sua principal satisfação em ser vegetariana?

Minha principal satisfação é cultuar a paz e a sustentabilidade. Não ser conivente e lutar contra a cruel indústria da carne, além de levar uma vida que cause menor impacto ambiental.

 

4 – Existe alguma dificuldade em seguir esse estilo de vida?

Em partes, sempre digo que o mundo é carnista. Tudo gira em torno da “mistura”. O alimento de origem vegetal é, na maioria das vezes, o simples acompanhamento do que chamam de “principal”. No entanto, com um pouco de jogo de cintura, sempre me saio bem e fico feliz.

 

5 – Você como nutricionista, acha importante indicar esse estilo de vida aos seus pacientes?

Como profissional, nunca posso transparecer minha ideologia pessoal em atendimentos clínicos individuais. Quando o paciente já vem à consulta com o objetivo de reduzir o consumo de carnes ou então, tornar-se vegetariano, auxilio na transição do plano alimentar e dou total apoio para que a transição seja serena. Muitos pacientes possuem o hábito de consumir alimentos de origem animal em demasia, o que não é saudável. Neste caso, sugiro a substituição dos alimentos de origem animal por outros vegetais buscando maior equilíbrio e saudabilidade.

 

6 – Quais são os principais nutrientes que você se preocupa quando elabora um plano nutricional aos seus pacientes vegetarianos?

De modo geral, uma alimentação vegetariana variada e equilibrada é capaz de suprir a demanda de todos os nutrientes necessários para organismo. Minha maior atenção fica por conta do aporte de ferro em mulheres e de vitamina B12 para os vegetarianos estritos.

 

7 - O atleta vegetariano tem dificuldade com a alimentação? O que você indica para que não faltem os nutrientes essenciais para o desempenho esportivo?

Não vejo diferença entre a dieta vegetariana de pessoas comuns e atletas. Atletas, devido ao gasto energético aumentado, possuem demandas proporcionalmente aumentadas de nutrientes como carboidratos, proteínas, gorduras e micronutrientes, assim, o consumo total de calorias deve ser aumentado de forma proporcional, mantendo-se maior atenção à qualidade dos alimentos ingeridos: quanto mais naturais, menos processados e mais variados, melhor! Algumas vezes, devido à praticidade, suplementos proteicos podem ser bem vindos!

 

 

8 – Você indica pra gente uma receita bem bacana que você goste muito de fazer?

Adoro preparar Shakes supernutritivos!

Shake proteico de cacau com castanha de caju

Ingredientes:
- 150 ml de bebida vegetal de castanha de caju
- 1 banana congelada
- 1 col. de sopa de linhaça
- 1 col. de sopa de proteína vegana de arroz com ervilha sabor neutro
- 1 col. de sobremesa de cacau
- 1 col. de sobremesa de melaço de cana
- 1 col. de sopa de cacau nibs
- Gelo

Modo de preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva salpicado com cacau nibs. Este Shake é rico em proteínas, carboidratos, gorduras saudáveis com destaque para o ômega 3 proveniente da linhaça e ômega 9 da castanha de caju. O cacau é rico em fitoquímicos de ação antioxidante. 

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