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08/06/2026

Sociedade Vegetariana Brasileira participa de mobilização nacional pelo fim da exportação marítima de animais vivos

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Ativistas em defesa dos animais, voluntários, protetores e representantes de organizações de todo o Brasil realizarão manifestações em diversas cidades do país para pedir o fim da exportação marítima de animais vivos. A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), organização nacional dedicada à promoção da alimentação baseada em vegetais e à defesa dos direitos dos animais, integra a mobilização ao lado do Fórum Animal, Gaia Libertas Direito Animal, MFA – Mercy For Animals, Instituto Nina Rosa, TPP – The Pollination Project, Coletivo Ecossistema, Lar da Regina, PAVI – Protetores de Animais Voluntários e Independentes, Movimento Nacional Pelo Fim das Exportações de Animais Vivos no Brasil e Não Exporte Vidas.

Em grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, os protestos ocorrerão em locais simbólicos e de grande circulação de público: a Avenida Paulista e a Praia de Copacabana, respectivamente. A ideia é ampliar a visibilidade nacional da mobilização. A previsão é que os atos iniciem às 14h tanto na capital paulista quanto no Rio de Janeiro.

Em Brasília, a manifestação ocorrerá às 10h, no Eixão do Lazer, altura da 208 Norte e espera a presença de dezenas de ativistas.

Segundo dados da consultoria Agrifatto, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 1,05 milhão de bovinos somente no ano passado. Os animais são embarcados pelos portos de Vila do Conde (Pará), Rio Grande (Rio Grande do Sul) e São Sebastião (São Paulo).

Durante as viagens, que podem ultrapassar um mês, bois e vacas permanecem confinados em espaços superlotados. Quase sempre, são submetidos a calor extremo, altos níveis de amônia e contato constante com fezes e urina. Especialistas e organizações de proteção animal denunciam que as condições das embarcações favorecem o desenvolvimento de doenças respiratórias, sofrimento térmico severo, ferimentos e mortes ao longo do trajeto.

“Animais sofrem maus-tratos intrínsecos desde a saída, nas fazendas, em caminhões fechados, em viagens em pé no piso escorregadio com seus excrementos por cerca de cinco dias, até o final da viagem em navios, por mais 25 dias em alto-mar, em cabines minúsculas e forradas de excrementos. Muitos adoecem ou morrem no meio do caminho”, afirma Patricia Aguiar, coordenadora do Movimento Nacional Pelo Fim das Exportações de Animais Vivos no Brasil.

“O impacto e o sofrimento aos animais submetidos a esse tipo de transporte são imensos e irreparáveis. Os raros registros que foram conseguidos dentro desses navios mostram a situação degradante vivenciada pelos animais”, afirma a diretora técnica do Fórum Animal, Vânia Plaza Nunes.

A diretora condena a exportação de animais vivos pela via marítima: “Isso é inaceitável, em pleno século 21”.

Para Mônica Buava, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), a exportação marítima de animais vivos deve ser amplamente debatida pela sociedade devido aos impactos causados aos animais e às questões ambientais e sanitárias associadas à atividade.

“A exportação de animais vivos submete seres sencientes a longos períodos de confinamento e sofrimento durante o transporte marítimo. A sociedade tem demonstrado crescente preocupação com o bem-estar animal, e é fundamental que o Brasil avance em políticas públicas que considerem critérios éticos, ambientais e sanitários na definição de suas atividades econômicas”, afirma Monica Buava.

Outros impactos

Além do impacto direto nos animais, a atividade também é alvo de críticas por seus efeitos sobre o meio ambiente, a saúde pública e aspectos socioeconômicos.

Organizações envolvidas na mobilização alertam para o avanço da pecuária destinada à exportação, associada ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, pressão sobre a Amazônia e destruição de outros biomas brasileiros, como o Cerrado.

Além disso, conflitos fundiários e a expulsão de povos originários e de comunidades locais de suas terras também têm sua origem, muitas vezes, no avanço da pecuária pelo território brasileiro.

A exportação de bovinos vivos também traz riscos de disseminação de doenças tanto para animais quanto para pessoas, configurando um risco sanitário apontado pelas organizações participantes da mobilização.

Os protestos contarão com diferentes movimentos e entidades de proteção animal de todo o país, como o Fórum Animal, Mercy For Animals Brasil, Instituto Nina Rosa, coletivo Não Exporte Vidas, Gaia Libertas Advogados Animalistas, Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e Coletivo Ecossistema.

A mobilização reúne apoiadores em diferentes regiões brasileiras e conecta ações de rua, conscientização pública e participação digital em torno do fim do transporte marítimo de animais vivos.

Legislativo

A mobilização nacional também busca pressionar a Câmara dos Deputados e o Senado Federal pela aprovação de projetos de lei que proíbem a exportação de animais vivos para abate. Entre eles estão o PL 2627/2025, de autoria da deputada federal Duda Salabert, e o PL 3093/2021, de autoria do senador Fabiano Contarato.

“Existem projetos de lei que proíbem de imediato a exportação pela via marítima e outros que criam um prazo para que a exportação termine”, avalia Vânia Plaza Nunes. As propostas seguem exemplos de países que já restringiram ou encerraram esse tipo de comércio devido aos impactos éticos, ambientais e sanitários da atividade.

Para mais informações e entrevistas:
Valle da Mídia Assessoria de Imprensa 
Christian – (11) 99904-6632
Rodrigo – (11) 98415-5507
[email protected]

 

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